quarta-feira, 12 de agosto de 2009

[Capítulo 6] Elevador

A grade caiu com um barulho que ecoou no chão da sala de cirurgia, Mei foi a primeira a entrar no tubo de ventilação, eu fui logo em seguida e Kevin por último dando cobertura. Mei se arrastava ora e outra resmungando consigo mesma, sua passagem era marcada por um rastro de sangue que ficava nas paredes do tubo de ventilação. Estava começando a ficar preocupada com a vida de Mei.
Ao rastejar pelos tubos passamos por diversas partes do edifício, pelas grades conseguíamos ver a quantidade daquelas criaturas que haviam ali embaixo, seria impossível ir caminhando. Depois de aproximadamente trinta minutos chegamos ao refeitório, olhando pelas grades conseguíamos ver cerca de três mortos-vivos, mas a visão era limitada da nossa posição. Mei retirou as grades e pulou descendo para o refeitório, ouvi alguns tiros e Mei gritou:

- Está limpo.

Saltei sobre uma mesa e logo em seguida Kevin pulou, havia alguns zumbis abatidos na sala. Andamos silenciosamente em direção ao elevador que estava com a porta travada. Kevin entrou em ação usando uma barra de ferro, tentando abrir a porta. Mei estava de cobertura ao final do cobertor e eu estava ao lado de Kevin.

- Kevin, mesmo que você abra a porta, como vamos descer?

- Nós vamos saltar pelas cordas – Respondeu.

- Hum, não sei porque, mas isso não me intimida mais! – Gargalhei.

Nesse instante Mei veio correndo e gritou:

- Kevin, abre essa porta logo, tem uma criatura enorme vindo!

Mei chegou e começou a dar várias bicudas na porta, o barulho ecoava pelo andar todo. Kevin estava desesperado agora e forçava a porta, e eu tentava mecher nos botões desesperadamente. Meio minuto depois avistamos a criatura, ela tinha cerca de três metros de altura, tinha olhos pelo corpo e uma garra enorme em uma das mãos, assim que a criatura nos avistou ela começou a caminhar mais rápido em nossa direção. Seu caminhar era silencioso e sua presença aterradora.

- Kevin! – Gritei.

Nesse instante ele conseguiu abrir a porta e tirou a camiseta rasgou-a em pedaços e lançou um para Mei e outro para mim. Seu corpo era grande e definido, e havia diversas cicatrizes em suas costas e abdome.

- Vai! – Gritou Kevin empurrando Mei para o buraco do elevador.

Mei saltou e segurou-se com o pano da camisa e foi deslizando pela corda, em seguida Kevin pulou e gritou para eu segui-lo, antes que eu pudesse pensar já estava na corda deslizando andares abaixo. Olhei para cima e vi a criatura passar as garras pela corda.

- Kevin! Mei! Pulem! – Enquanto gritava me balancei e pulei para uma das portas de andares abaixo e me segurei na beirada, Kevin e Mei fizeram o mesmo alguns andares abaixo. Estava cansada e sabia que não ia agüentar muito tempo, forcei e consegui me levantar e ficar na beirada da porta. Uma placa dizia que eu estava no primeiro andar do subsolo, Kevin estava um andar abaixo e Mei em outro abaixo. Forcei a porta e ela se abriu sem muitas dificuldades, gritei:

- Ké, Mei, consegui entrar! – Ao mesmo instante que gritava ambos conseguiram abrir as portas também.

- Selly, estamos quase no terceiro andar, espere ai que vou te buscar! – Disse Kevin.

- Não! Estou bem, vá procurar o antivírus pra Mei, eu já desço e encontro vocês! Não se preocupem comigo! – Ao dizer dei as costas e segui o corredor.

O corredor estava escuro, apenas algumas luzes estavam faiscando e iluminando ocasionalmente o ambiente, o final do corredor era uma terminação em T, para a esquerda encontrava-se a escada que levavam ao piso superior, para a direita levava para algumas alas hospitalares. Caminhei cautelosamente pelo corredor, atravessando silenciosamente as salas, avistei as escadas que iam para o piso inferior e sai correndo ao encontro delas o mais rápido que pude, de repente tudo ficou escuro.
Quando me dei por mim, estava jogada ao chão com um morto-vivo sobre mim. Lutava com todas minhas forças para arremessá-la para longe, mas eu não era tão forte. Ela tentava me morder e com minhas mãos eu afastava sua cabeça de meu corpo. Olhei para o lado e vi na porta de uma das salas uma tesoura caída no chão, junto com umas duas canetas, tentei apanhar a tesoura, mas estava longe demais. Agarrei a caneta e enfiei no olho da criatura que se afastou. Com um chute a joguei ao chão e agarrei a tesoura, tentei correr para a escada, mas ela estava bloqueando a passagem. Ela avançou novamente e com a tesoura fiz uma perfuração na sua jugular, segurei seu pescoço e arrastei a tesoura até o outro lado, puxei pelos cabelos e arranquei a cabeça dela e joguei em um canto distante. Eca.

- Vadia! – Falei com ódio.

Estava completamente suja do sangue dela, e nauseada. Antes de descer as escadas resolvi entrar na sala em que peguei a tesoura, pois quando estava no chão observei um porta retrato que me chamou a atenção. Era um escritório e havia algumas cadeiras ao chão e uma mesa virada. Um armário de madeira escura encontrava-se no canto esquerdo da sala. Caminhei lentamente pulando uma das cadeiras que estava obstruindo a passagem e agarrei o porta retrato que estava no chão e olhei a foto com atenção. Na foto havia uma legenda: “Dr. Henri Cristopher”, ele era loiro, usava óculos e tinha a pele muito clara. Caminhei em direção ao armário e o abri, havia diversas pastas, papeis virados, alguns vidros e uma maleta prata com senha. Por que alguém teria uma maleta com senha em seu armário? Agarrei a maleta e uma pasta com a legenda “Umbrella Corp.” e parti rumo às escadas.
Desci as escadas com pressa e parei nos últimos degraus e sentei, peguei a maleta e a coloquei em meu colo, precisava abri-la e descobrir o que havia em seu interior, comecei a girar os números e realizar diversas combinações, por sorte, como dizia meus professoras, eu tinha o dom para adentrar senhas e sistemas e em menos de vinte minutos abri a maleta. Nela havia uma pistola de ferro com alguns frascos verdes e azuis, o que era aquilo? Fechei a maleta e decidi ler a pasta em um lugar mais seguro. Terminei de descer as escadas. Segui o corredor correndo e virei à direita, meu corpo se estremeceu. Em minha frente estava aquela criatura que cortou os cabos do elevador, ela me olhou com um olhar sem expressões e deu um passo a frente.

[Continua]

5 comentários:

  1. buçanha que exclui meus comentários!!!! \6van

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  2. Huaaua sei sei! Alguém avisa a Lau que já sei quem é a "Elza truqueira" que add ela! hauaaahau xD

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  3. hauhauahau posta essa buça logo! Queem era a elza? hahahah

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  4. Zennnnnnti choquei-me ... estou adorando!
    Virará livro fácil wahwahwahwah
    A MEI É A LAURAAAAAAAAAAA

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  5. Se é a Laura eu não sei, mas há boatos que ela tem um caminhão. =D

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