Em menos de um segundo estaria morta caso aquela criatura encostasse um dedo se quer em mim, eu vira
exatamente o que aconteceu com a garota que foi pega por ele em uma rua próxima, estava com tanto medo que não conseguia me
mecher. A criatura saltou com as garras na
direção de
Kevin, temia por sua vida mais do que por minha mesma, um borrão vermelho ofuscou minha visão.
Mei saltou do alto da escada e com um movimento rápido e preciso deu uma bicuda com seu
All Star Vermelho na cara da criatura arremessando-a para um dos bancos mais próximos. A criatura caiu com um baque estrondoso.
- Me deve uma
baby! – Disse
Mei olhando para a cara de espanto de
Kevin – Gatinho assustado – Completou com um meio sorriso, ela era
cool demais para dar um sorriso inteiro.
Mei olhou novamente para a criatura e sacou sua metralhadora
TPM e começou a descarregar balas em cima da criatura, as balas acertavam o alvo em cheio, mas não havia sinal de que a criatura estava se ferindo. O
licker pulou em cima da
Mei que desviou e correu escada acima, a criatura foi atrás correndo mais rápido que um tigre,
Mei deu largou sua
TPM no chão e correu o mais rápido que podia e saltou do 1° andar para o térreo caindo em cima do púlpito da igreja e correndo o mais rápido que podia. A criatura estava preparando-se para saltar novamente sobre nós quando
Mei com uma gargalhada apertou um detonador que estava em seu bolso. Cacos de vidro coloridos voaram sobre nós, nos jogamos ao chão para escapar dos estilhaços, fiquei surda de um ouvido por causa do barulho da explosão e ao levantar percebi que estava cheia de
respingos de sangre da criatura.
Mei andou calmamente até o local que deixou sua
remote mine, pegou sua
TPM e colocou-a de volta em suas costas e voltou ao nosso encontro.
- Ai ai
Kevin, não posso deixar você sozinho um minuto se quer que você já se encrenca – Risos – Temos que sair logo dessa cidade
Ké, preciso de um banho. Vamos para o hospital pegar o helicóptero do cara lá.
- Explosiva como sempre
heim,
Mei, obrigado! Te devo uma – Disse
Kevin.
- Gente, não quero atrapalhar a reunião de amigos, mas estou cheia de sangue de
alien e preciso de um banho e roupas limpas – Disse levantando-me e cruzando os braços.
-
Ha ha ha – Começou
Mei repetindo cada sílaba pausadamente – Princesa, temos que dar o fora daqui o quanto antes, temos –
Mei olhou no relógio – 3 horas e meia para dar o fora daqui, você toma banho depois
ok! – Agora
Mei deu um sorriso inteiro, incrível como sua expressão mudou do rebelde ao angelical, talvez seja esse o motivo do meio sorriso – Eu particularmente acho que você fica mais
sexy assim!
Hahaha.
-
Palhaça!
Haha – Disse gargalhando – Vamos então! – Ao pronunciar as palavras saí caminhando em
direção à porta
- É melhor vazarmos mesmo, o barulho vai atrair os mortos-vivos, obrigado
Mei! – E dei um sorriso em conjunto com dois
tapinhas nas costas de
Mei.
Abri a porta pesada da igreja e caminhamos rumo ao hospital, era uma caminhada curta, chegaríamos em menos de meia hora. Estava apreensiva.
Caminhamos em silêncio todo o percurso até que conseguíamos avistar o prédio do hospital da cidade, avistamos no caminho alguns mortos-vivos, mas eles não haviam nos visto, alias, um viu, mas como estávamos com pressa andamos rápido e deixamos ele várias ruas para trás.
No caminho teríamos que atravessar uma praça para chegar à entrada principal do hospital, adentramos na praça com cautela,
Kevin e
Mei estavam mais
ariscos com o ambiente escuro e prestavam atenção em todos os sons existentes. Caminhamos ao som de nossos passos quebrando pequenos
gravetos e folhas secas, até que
Kevin parou de repente e fez sinal de silêncio com um dedo sobre a boca. Peguei minha
handgun e tirei sua trava de segurança, fiquei ouvindo por um bom tempo o som da minha respiração e de meu coração acelerado, a respiração de
Kevin estava forte, conseguia escutá-la mesmo estando a 2 metros de distância dele. Ouvi um barulho vindo de trás de uma árvore e apontei o lugar para
Kevin e
Mei,
Kevin segurou firme sua
handgun e ficou atento,
mei pegou sua
TPM e deu sinal para
Kevin avisando que estava lhe dando cobertura.
Kevin deu um passo e ao som de folhas secas ouvi um rosnado, um cachorro pulou em cima de
Kevin derrubando-o no chão,
Kevin pegou sua faca, mas
Mei foi mais rápida e disparou com sua metralhadora no cachorro que foi arremessado para longe. Ele estava deformado, tinha partes de seus ossos à mostra e não tinha pêlos, apenas carne e músculos, mal tive tempo de respirar quando mais um cachorro pulou em minha
direção, disparei contra ele, mas errei os dois tiros,
Kevin arremessou sua faca no crânio do cachorro e acertou em cheio, o cão caiu com um baque surdo devido as folhas que cercavam o chão. Ouvi mais rosnados em diversos pontos, estavam nos cercando! Corri para perto de
Kevin e
Mei e alertei-os e juntos corremos para o hospital da cidade. Enquanto corríamos cerca de dez cachorros deformados correram atrás de nós, atravessamos a praça e estávamos no asfalto da rua, chegamos à porta do hospital, trancada!
Mei com sua metralhadora abatia um por um dos cachorros, havia mais quatro deles atravessando a rua,
Kevin tentava desesperadamente quebrar o código de segurança da porta
eletrônica e eu mirava inutilmente contra os cães e desperdiçava minhas balas uma por uma.
Mei ficou sem munição ao abater outro cachorro, e gritou por ajuda.
- Deixe comigo
Kevin, vai ajudar a
Mei! – Gritei - Vai!
Kevin pegou uma
shotgun e disparava contra os cachorros, enquanto isso eu estava tentando decifrar aqueles códigos binários da porta do hospital enquanto ouvia tiros poderosos sendo disparados atrás de mim, me concentrei e comecei a aplicar minha técnica, digitava
sequências de números intercaladas como uma louca quando finalmente a porta abriu.
-
Mei,
Kevin! – Gritei.
Eles correram para dentro e quando o último cachorro estava quase saltando porta adentro, fechei a porta e senti aquela força monstruosa da criatura que quase me empurrou para o chão, girei a manivela e
acionei a trava
eletrônica. Agachei no batente da porta sem ar, apreciando meu momento de paz.
-
Selly… - Ouvi a voz de
Mei me chamando.
Quando olhei em
direção à ela reparei que o
hall de entrada do hospital estava completamente
destruído, havia uma moça retalhada na recepção com marcas de garras em sua barriga e tripas ao chão. O cenário era terrível, mas não era a real complicação, pude sentir na voz de
Mei. Quando dei por mim já estava de pé com a arma apontada para dezenas de mortos-vivos que caminhavam com os braços estendidos em nossa
direção.

[Continua]