[Continuação]
Corremos pelo longo corredor, no caminho saltei sobre uma mesa que estava jogada no caminho.
- O que você estava fazendo trancada aqui? – Perguntou Kevin enquanto olhava atentamente a qualquer movimento com sua arma apotada.
- Passei a noite toda correndo, precisava descansar e esse me pareceu um bom lugar, e era até você decidir arrebentar a porta e trazer consigo aquelas criaturas – Ao falar dei uma piscada e um meio sorriso.
Kevin riu.
Ao sair às ruas reparei que a cidade estava irreconhecível, o caos estava nítido nas ruas. Carros batidos, casas com portões escancarados e manchas de sangue eram visiveis por todo o perímetro. O silêncio era absoluto, aquenas quebrava-se com o som de uma placa de trânsito pendurada por um fio que fazia um baque ao encontrar com a parede de um prédio.
- A situação é mais crítica do que parece, pegue isso – Enquanto falava Kevin me entregou sua handgun – Não sabemos o que podemos encontrar pela frente – Kevin estava pensativo, provavelmente pensando em algum plano, algum meio de escaparmos daquele inférno.
- Eu… Eu nunca usei uma arma de fogo antes – disse calmamente – Sei que você vai dizer que é só apontar e puxar o gatinho, mas não sei se vou conseguir.
- Você vai.
Kevin saiu caminhando e acenou para que eu o seguisse, estava morrendo de medo e o silêncio me fazia estremecer. Apenas ouvia-se os pessos de Kevin e os meus logo atrás ecoando na escuridão da rua 25. Os postes estavam apagados em uma viela que cruzava a rua 25 com a rua 21, segurei firme minha arma embora minha mão tremesse muito.
Caminhamos por vários minutos sem trocarmos uma palavra, Kevin estava atento a qualquer sinal de perigo e eu olhava constantemente para trás para que nada nos pegassem desprevenidos, meus músculos da perna já estavam doloridos de tanto andar, as concusões do dia anterior ainda estavam me incomodando, porém segui calada.
- Shhh! – Kevin sussurou e colocou a mão esquerda para trás impedindo-me de dar um passo à frente.
Kevin me puxou para o canto de uma parede e aguaixou. Ele observava atentamente como se estivesse esperando por algo, quando de repente eu vi o que ele devia ter escutado, uma jovem corria desesperadamente por uma praça gritando por ajuda, no caminho ela tropeçou a caiu ao chão, seus longos cabelos loiros esvoaçaram contra o chão. Ela se levantou rapidamente e continuou a correr. Senti um leve impulso em ir ajudá-la, ela precisava de ajuda, porém Kevin me segurou, qual era o problema dele? Nesse instante alguma coisa muito rápida passou por cima da garota e parou à sua frente, a criatura era grande, parecia uma espécie de cachorro monstruoso com garras imensas e seu cérebro estava à vista. Em questão de segundos a criatura avançou contra a pobre jovem e a derrubou no chão, a jovem virou-se e começou a engatinhar para o lado contrário à criatura, e o monstro avançava lentamente contra ela, como uma criança que estivesse brincando com a comida, o monstro abriu a boca e sua língua enrolou no pescoço da garota suspendendo-a no ar, logo em seguida só restava uma poça de sangue no chão e alguns vestígios de que houvera uma vida ali anteriormente e a criatura havia partido.
- O que era aquela coisa? – Perguntei com a mão na boca, em estado de choque, eu tremia da cabeça aos pés.
- Eu não faço idéia Selly, mas não pretendo ficar aqui para descobrir! Precisamos sair dessa cidade o quanto antes, nunca devia ter vindo para Raccoon – A voz de Kevin demonstrava pânico, pela primeira vez pude sentir o medo emanando dele e isso não me deixava muito confiante – Me dê um segundo, preciso fazer uma ligação, fique atenta a qualquer movimento.
Kevin pegou seu celular e discou os números rapidamente e apertou e apertou a tecla “send”.
- Mei! É o Kevin, preciso de ajuda, onde você está? – Kevin estava inquieto – Humm… Acho que isso não será possível, estamos muito longe. Vamos nos encontrar na igreja matriz, estou a meia hora de lá, ok? Tudo bem, tomarei cuidado. Beijos – Ele desligou o telefone e dirigiu-se à mim.
Uma rajada de vento passou pela rua e me fez tremer de frio um pouco.
- Essa Mei é sua namorada ou algo do tipo? Você tem algum plano? – Perguntei exasperada.
Kevin abriu um sorriso.
- Mei é minha companheira de equipe – ele agora riu – Vamos nos encontrar na Igreja matriz da cidade, não fica muito longe daqui, Mei está mais próxima e disse que não há sinais de mortos-vivos por lá – ele respirou fundo e continuou – Mei vai chegar primeiro e tentará contato com a base da cidade vizinha, ela pretende conseguir um helicóptero. Vamos andando!
Kevin mal terminou de falar e já estava caminhando novamente rumo à igreja, a arma erguida em punho. O trajeto era silêncioso, onde estariam todas as pessoas? E os mortos-vivos?
- Selly, me fale sobre você – Kevin perguntou sem olhar para mim, a voz dele era séria.
A pergunta inesperada me pegou de surpresa.
- Eu… é, eu sou Analista de sistemas de uma empresa aqui em Raccoon, tenho 26 anos, moro sozinha. Meus pais moram na Australia, vim estudar por aqui e nunca mais voltei. Acho que é isso – E você? O que está realmente fazendo aqui? – Aproveitei a deixa e lancei-lhe perguntas.
- Trabalho na polícia de uma cidade vizinha, recebi notícias de violência aqui em Raccoon e fui encaminhado para verificar, assim que cheguei me deparei com aquelas criaturas, tive que me abrigar na delegacia por quase um dia, Mei foi chamada para ajudar, eu alertei ela do perigo, mas ela é cabeçuda. Estava procurando sobreviventes pela região e por acaso encontrei você, o resto você já sabe – Kevin contou sua história da mesma forma que eu, resumida e precisa.
Haviamos caminhado por mais tempo que parecera já conseguia avistar a igreja matriz, em minutos estariamos lá. Andamos rápido e em silêncio até chegarmos na igreja, Kevin bateu na porta principal, mas não houve retorno. Kevin tirou um granpo de seu bolso e um cartão de crédito e em poucos segundos ele havia destrancado a porta. Entramos e ele fechou a porta com a tranca.
A igreja estava exatamente como da última vez que eu a vira, bancos estavam dispostos em fileras até o púlpito, alguns bancos estavam fora de lugar, como se tivessem sido empurrados. A igreja tinha janelas coloridas com imagens de santos ou alguma coisa do tipo, um tapete comprito e vermelho guiava-nos da entrada da igreja até o púpito. Em um dos bancos próximos encontrava-se um notebook ligado e um bloco de anotações com algumas linhas escritas e um rabisco que descia por toda a folha. O notebook estava em sua home, um site de busca. No campo de endereço estava escrito o endereço do site pela metade. Uma caneta estava jogada ao chão.
- Mei está em apuros! Foi perseguida por alguma coisa, precisamos ajudá-la!
[Continua]

odeio qdo as coisas acabam do nda...
ResponderExcluirSerá que é o Nêmesis??
ResponderExcluirhehe
Gostei.
er... só pra avisar que estive aqui e li! rs
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